Do alto da torre o faroleiro contempla o horizonte até onde os seus olhos alcançam.

Aos seus pés, memórias dos antepassados, lembranças de suas batalhas, conquistas e até pequenas derrotas. Ele reconhece as pegadas daqueles que ali estiveram. Sabe dos seus limites territoriais e dos valores de suas cercanias, e também as suas origens. Seu ponto de vista, mais alto que é, vislumbra os viajores logo nos primeiros relances visuais que se fazem chegar.

O farol, que é ponto de vista para o futuro, sabe de seu principal propósito, que é o de ser ponto de atração para viajantes de todas as partes do mundo. O farol, é percebido no horizonte e, com a sua luz, evoca os sonhos daqueles que se aproximam. Os viajantes, curiosos, sedentos de experiências, do bom vinho, bons frutos e alimentos de todos os cultivos, principalmente para a alma, criam expectativas de boa receptividade, do contador de histórias e do local de rápido e revigorante descanso. Sabem que dali levarão presentes, amores, sabores, conexão com aquela terra frutífera, entregues pelos bons momentos vividos.

A terra, onde a elevação foi construída, serve de palco para muitas vidas, aqui, no agora e no futuro, assim como serviu no passado. O farol é um legado que comunica naturalmente os sonhos, a prosperidade, a segurança, os amigos e os prazeres.

Acenda o seu farol! O farol comunica e atrai, criando expectativas mil. Ao erguer uma torre, devemos ter a consciência de que ela não servirá apenas como “belvedere”. Ao longe, serão capturadas percepções que chegarão no seu território.

Neste momento, o desenho deve estar pronto, os ritos ensaiados, as marcas estabilizadas com todos os seus aspectos, para que a sua identidade seja elevada na memória como símbolos da prosperidade, qualidade e legado de uma família.

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