Legado em xícaras de café

Os fundadores da Starbucks, nos anos 60, não estavam estudando tendências de mercado. Antes disso, buscavam atender outra necessidade – a própria necessidade de consumir um café de excelência. Naqueles anos, as demais marcas de café competiam por preço, colocando grãos mais baratos às misturas, sacrificando a qualidade. 

Como nome de batismo, um dos sócios sugeriu para o pequeno negócio de cafés o nome Pequod, como era chamado o navio baleeiro do romance Moby Dick. Nome logo refutado, pois o termo “pee” em inglês significa urina, estabelecendo analogia imediata com uma “xícara de urina”. Em um brainstorm, surgiu o nome Starbuck, nome do marinheiro do Pequod. Desta forma, Starbucks estaria estreitamente relacionado ao amor pela literatura de um dos sócios, enquanto evocava o romance em alto mar e a busca pela perfeição. Para o logotipo, uma antiga sereia com duas caudas, numa xilogravura escandinava do século XVI, cercada pelo nome original, Starbucks Coffee, Tea, and Spice. A sereia deveria ser tão sedutora quanto o próprio café. 

Assim, Starbucks abriu suas portas, timidamente, em abril de 1971. Uma loja com aparência náutica clássica, como se já existisse há muito tempo.

A narrativa acima, inspirada na biografia de Howard Schultz, CEO da Starbucks, demonstra a importância da criação de marca estar enraizada na essência do negócio. E, a essência, normalmente é encontrada no coração do empreendedor, lugar onde nascem sonhos e visões de mundo particulares. 

Muitos defendem o afastamento de qualquer apego emocional para aumentar o desempenho de um negócio. Porém, afirmamos que é justamente nesse território que residem os maiores insights criativos para marcas e novos negócios. 

Imagens @google DIVULGAÇÃO

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