Abrace o erro

Normalmente estamos excessivamente preocupados e com medo do erro. O ambiente empresarial não o aceita. Quando algo não vai bem, buscamos o culpado, nos preenchemos de justificativas. E, em algumas vezes, até rompemos relacionamentos em negócios promissores que acabam por se perderem justamente nesses momentos críticos.

Mas o que o erro pode nos mostrar?
Em primeiro lugar devemos ter ciência de que quando “tudo vai bem” tendemos a nos acomodar. Não é assim? Quando temos um hábito assimilado (mesmo que destrutivo) consideramos que tudo vai bem. Tudo certo até que esbarramos na realidade. É comum considerarmos que quando julgamos saber algo, acabamos habitando na zona desconforto. Chegamos a interromper qualquer esforço para nos aperfeiçoarmos. Saber tocar violão, não significa que não tenhamos que permanecer estudando.

A frustração e a perda geram crises. Estas crises não deveriam ser evitadas, afinal, soluções passam a existir somente quando nos deparamos com um problema. Empresas de ruptura, como o Google, estimulam o erro. Tenho visto, nesse momento de declínio da economia, no ambiente empresarial, que muitas coisas erradas, que estavam sendo colocadas para “debaixo do tapete”, precisam ser encaradas de frente. Somente assim poderá haver uma transformação.

O erro, nesse sentido é revolucionário. Sempre que você se deparar com um comportamento em desacerto, discórdia no time, desconforto em uma relação, equívocos, não dê as costas. Esta é uma oportunidade ímpar de encarar o problema e efetivamente resolvê-lo.

Criativos, quando se aproximam de uma organização, fazem a sua leitura macro. A tendência é a construção de uma percepção abrangente a fim de criar conceitos sobre como anda o negócio. Nesse ponto haverá sempre um embate entre aquilo que está implícito e a nova realidade. Essa leitura é muito importante para a evolução empresarial. Ela pode elucidar muitas verdades sobre o ambiente e que não estão sendo percebidas pelos gestores. Ou que estão sendo percebidas, mas ninguém tem a coragem de “acender as luzes”. Quem acender a luz é aquele que consegue mostrar os fatos. Porém, em muitas vezes, é o elo mais fraco da corrente. Não se esquive do erro. Certamente quando ele aparecer haverá uma grande oportunidade à vista. Oportunidade esta que proporcionará a transformação. Acompanhar a trajetória do erro exige lucidez e gera insights impagáveis. Erre mais e acompanhe a sua trajetória.

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